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Palavras são armas

“a luta de classes é a mãe de todas as lutas”

Palavras são armas

“a luta de classes é a mãe de todas as lutas”

A SIC que faz rir

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Hoje 4 de setembro de 2020, SIC noticiário da tarde, um comentador a tartamudear o discurso sobre a sua mais recente telenovela “Festa do Avante!”. Foi confrangedor ver um crápula a manobrar os malabares verbais, que de tão ridículo os afogou na fossa que lhe paga a bucha.

Pobre diabo, rasca estação de um Balsemão que circula em contramão na história.

EP’s históricas

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EP’s históricas, não cabiam mais no scanner, são armas de uma guerra que deu brado, EP’s que vou guardar sem remorso de não as utilizar, símbolos de unidade, condecorações!...

Eles não compreendem o que é ser militante neste Partido, nunca poderão compreender, o ódio dessa classe é uma venda que lhes coarcta horizontes e dilui a solidariedade no pantanal de interesses em que se emporcalham.

NUNCA COMPREENDERÃO, NUNCA!

Os bons sentimentos prevalecem

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Adriano Miranda

A roda gigante do Avante!

Muitas vezes a roda da vida leva-nos para encontros e desencontros. A Festa que eu sempre frequentei e onde sempre me senti bem. A Festa que não devia acontecer este ano. Estamos desencontrados.

3 de Setembro de 2020

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As laranjeiras estão altas. Há também pereiras e uma camélia enorme. Uma carroça de bois, uma adega e uma casa térrea. Ao fundo, a terra sempre cultivada, uma eira e uma casa pequena. José e outros, levantam-se cedo. Deitam a semente à terra. Depois desaparecem. Encerram a porta da casa pequena. Os pássaros pintam o céu. Não há que ter medo. Nunca se ouviu falar que um pássaro fosse bufo. José e os outros, constroem textos com letras de chumbo. Dobram papel fino. Rolam rolos vestidos a tinta negra. As horas passam e o homem da bicicleta descasca uma laranja. Saboreia. Bebe água do poço. A porta abre-se. José abraça o homem da bicicleta. No quadro, com um arame improvisado, um cesto com couves é pendurado. Cai a noite e a bicicleta rola. A lua ajuda.

Ainda o sol não deu os bons dias e já uma matilha de esfarrapados se faz à rua. Trabalhadores de fábrica. Trabalhadores de terra. Pelas pedras espreitam papéis. Saíram clandestinamente do ventre das couves. No adro da igreja espreitam papéis. Nos paralelos da calçada espreitam papéis. São amachucados, escondidos em sapatos ou algibeiras. E quando for possível, longe dos olhares dos abutres, grupos de homens e mulheres rodeiam o papel fino tingido a letras de chumbo. Quem souber juntar letras é o eleito para ler. É necessário aumentos na jorna. Melhores condições na fábrica. Escola para os filhos. Salário igual entre homens e mulheres.

Ler mais (aqui)

Um truque com barbas

Publicam algures uma notícia falsa, denuncia-se o crime, mas todos os media sabedores da astúcia, escorados na trapaça reproduzem o crime. Foi o que fez a Liliana “O esplendor do jornalismo de merda.” na SIC.

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Liliana Borges

2 de Setembro de 2020

«Esta terça-feira, as críticas ao evento continuaram. Do lado da direita, o líder do PSD, Rui Rio, afirmou que a realização da Festa do Avante! dá um exemplo negativo ao país e ao estrangeiro, numa data que antecipa a entrada do país em situação de contingência, a 15 de Setembro. “Temos o país a duas velocidades. Temos uma velocidade normal para tudo aquilo que é normal no país e uma velocidade especial para a questão da Festa do Avante!. Portugal já foi exemplo no estrangeiro na luta contra a pandemia, exemplo positivo. Infelizmente, agora esta questão da Festa do Avante! até já é exemplo negativo no estrangeiro”, declarou o social-democrata, comentando o destaque dado pelo jornal norte-americano The New York Times à autorização dada à realização do evento partidário, descrevendo a lotação como “invulgarmente alta”, apesar do “risco real” de contágio reconhecido no parecer da DGS.»

 

O esplendor do jornalismo de merda no 'sitio dos desenhos'

claradesousa.pngo 'sitio dos desenhos' está bloqueado no facebook, sem permição do Fernando Campos, cortei as voltas ao face, mas podem e devem clicar neste link http://ositiodosdesenhos.blogspot.com/

 

A SIC representa hoje, sem margem para qualquer dúvida razoável, uma referência absoluta do mais genuíno jornalismo de merda em Portugal.

Este jornalismo de merda de referência utiliza alegremente, sem nenhum pudor nem especiais precauções, a céu aberto e a hora nobre, sites de extrema-direita como fontes credíveis.

Clara de Sousa é apenas um dos rostos, petulantes e copiosamente remunerados, entre muitos outros (incluindo estagiários precários) que diariamente dão a cara por este referencial repugnante.

.

 

Já lá estão…

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Hoje vi junto à vedação da Festa do Avante uma repórter da TVI e, estão a chegar profissionais de nomeada da NBC, CNN, BBC e EFE, REUTER, FRANCEPRESS, LUSA, de todo o mundo. Na periferia da Atalaia há mesmo os que flutuam em modernas lanchas de desembarque frente à Festa.

Nas Agências internacionais que acompanham os nossos media, já se aperceberam que se trata de um acontecimento que pode por em risco a União Europeia e passar metástases para além da Taprobana, e estão nervosos.

Um repórter da Papua-Nova Guiné anda eufórico, e disse-me que os papuásios traduziram “não há festa como esta” para as 850 línguas (não dialetos) incluindo o tok pisin e o hiri motu.

 

Quem nos havia de dizer que a Festa da Atalaia, por obra e graça dos anticomunistas atingia tamanha dimensão internacional?

 

ELE HÁ CADA UMA!...

A mais curiosa das criaturas - Nâzim Hikmet

Nazim Hikmet 5.JPG

A mais curiosa das criaturas


Como o escorpião, meu irmão,

Tu és como o escorpião
Numa noite de medo.
Como o pardal, meu irmão
Tu és como o pardal
No seu miúdo desassossego.
És como o mexilhão, meu irmão
Tu és como o mexilhão
Fechado e tranquilo.
Tu és terrível meu irmão
Como a boca
De um extinto vulcão.
E tu, ai de mim, não és um,
Não és cinco,
Tu és milhões.
Tu és como a ovelha, meu irmão.
Quando o carrasco vestido da tua pele
Quando ele levanta a sua vara
Apressas-te a alcançar o rebanho
E vais para o matadouro a correr,
Quase orgulhoso.
Em suma, és a mais curiosa das criaturas
Mais curiosa que o peixe
Que vive no mar ignorando o mar.
E se há tanta miséria na terra
É graças a ti meu irmão.
Se somos famintos, esgotados,
Se somos esfolados até ao sangue,
Espremidos como uvas para o nosso vinho
Iria até ao ponto de dizer que é culpa tua,
Mas não,
Isso nada tem a ver contigo meu irmão.



Nâzim Hikmet 

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