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Palavras são armas

“a luta de classes é a mãe de todas as lutas”

Palavras são armas

“a luta de classes é a mãe de todas as lutas”

Yo Pisare Las Calles Nuevamente - Pablo Milanés

Yo Pisare Las Calles Nuevamente

Yo pisaré las calles, nuevamente
De lo que fue Santiago ensangrentada
Y en una hermosa plaza liberada
Me detendré a llorar por los ausentes

Yo vendré del desierto calcinante
Y saldré de los bosques y los lagos
Y evocaré en un cerro de Santiago
A mis hermanos que murieron antes

Yo unido al que hizo mucho y poco
Al que quiere la patria liberada
Dispararé las primeras balas
Más temprano que tarde sin reposo

Retornarán los libros, las canciones
Que quemaron las manos asesinas
Renacerá mi pueblo de sus ruinas
Y pagarán su culpa los traidores

Un niño jugará en una…

Yo pisaré las calles nuevamente
De lo que fue Santiago ensangrentada
Y en una hermosa plaza liberada
Me detendré a llorar por los ausentes

Pablo Milanés

 

Um livro ao domingo - Quem pagou a conta? - Frances Stonor Saunders

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Quem Pagou a Conta? A CIA na guerra fria da cultura (no original: Who Paid the Piper?: CIA and the Cultural Cold War) é um livro da investigadora inglesa Frances Stonor Saunders que conta como a CIA financiou publicações internacionais, artistas, intelectuais de centro e esquerda, desde do término da Segunda Guerra Mundial e o início da Guerra Fria, num esforço para mantê-los distantes da ideologia comunista e aproximá-los do "american way of life". O livro também revela um gigantesco financiamento do governo americano à organizações e associações de direita em nível global.

Com esta política, a CIA foi capaz de angariar o apoio de alguns dos maiores expoentes do mundo ocidental, ao ponto de muitos passarem a fazer parte de sua folha de pagamentos.

É isto que os senhores do mundo não toleram

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ESTA É A IMAGEM QUE NOS LIBERTA E VOS OFEREÇO

500 anos não chegaram para exterminar esta civilização, um continente que mais não tem sido que um imenso Auschwitz e onde os sobreviventes deste imenso holocausto recuperam a custo, a muito custo, a sua liberdade.

A “civilização ocidental”, a mais sanguinolenta que alguma vez usurpou este planeta, não suporta que os povos por si dominados quebrem as algemas.

QUAL O SIGNIFICADO DE CIVILIZAÇÃO?

 

Guaidó e a pantomima de Bruxelas (UE)

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A oposição ao Presidente Nicolás Maduro quer que o autoproclamado Guaidó renuncie à “presidência”. Londres deliberou que Guaidó não pode tocar nas 36 toneladas de ouro roubados ao povo venezuelano e, a “União” Europeia que, recusou enviar missão de observação ao próximo acto eleitoral, para descalçar esta bota, deve estar prestes a nomear o eurodeputado Paulo Rangel como presidente interino.

Repare-se na farsa, nos atores e pense-se que credibilidade nos oferece esta gentalha.

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BOLÍVIA, O GOLPE QUE SE SEGUE…

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A BBC NEWS É A BBC NEWS

E a BBC NEW informa que “As primeiras projeções nas eleições presidenciais na Bolívia dão uma ampla vitória a Luís Arce, [53%] candidato do Partido de Evo Morales, Movimiento al Socialismo (MAS). Direita 30.8% e 14,1%.

A golpista que usurpou o poder já felicitou o vencedor.

Trump, Mike Pompeo e sus muchachos andam muito ocupados, mas… não vão aceitar a derrota nem a perda do lítio, e vamos ter uma segunda Venezuela, com a ajuda de Augusto Santos Silva fiel subordinado dos EUA.

2ª canção - Daniel Filipe

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2ª canção

 

Três balas detiveram companheira

meu rio em seu humano curso

Não bastou a primeira

para dobrar-me a rigidez do torso

 

Mísero dia, esse ! Só na morte

cumpro inteiro o destino desejado:

impassível e forte,

juvenil e alado

 

Três balas como um sopro de agonia,

não minha ! não da pátria ! mas dos seres

desconhecidos da zoologia,

que recebem da infâmia os seus poderes.

 

Aqui nesta tarde de Maio

canto obsessivamente a minha pátria

Canto-a como quem ama ou sonha com o lar e refúgio

calmo braseiro fértil jardim litoral merecido

Canto-a de dentro para fora ignoto

descobri da ilha antes do mar viciosa

esperança lúbrico entardecer

Canto dizendo pátria olhos despertos

fecundado de amor

ó pátria local do único abandono

possível antes da hora

liberdade serena consentida

visão paradisíaca renascer da amizade

 

Canto e à minha volta o rio humano flui

adolescentes entram nos cafés

discutem-se negócios conquista-se duramente o pão quotidiano

ama-se

telefona-se

murmuram-se boatos e promessas de emprego

 

Aqui neste ano de 1962

primeiro de Maio

às três horas da tarde

 

E de novo pergunto poderei acaso dizer outras palavras

falar do tempo do relógio de ponto dos passeios aos domingos

cerrar os olhos à coreografia da violência

diariamente aprendida por entre o sal das lágrimas

 

Poderei esquecer como se não me pertencessem

seus nomes usuais

a decisão alegre e corajosa

que sombreia de medo o sono dos carrascos

Uma mulher desliza

meus olhos vão com ela presos ao ondular das suas ancas

 

Ah mas que também o amor me não distraia

que eu possa manter-me lúcido e desperto

ávido

estátua imóvel de proa

terrível como a angústia

neste primeiro de Maio de 1962

às três horas da tarde

precisamente não antes nem depois

não ontem amanhã ou dia incerto de qualquer mês e ano

mas HOJE

às TRÊS HORAS EXACTAS

numa esquina da estação do Rossio

 

Que nada possa calar o meu ódio e desprezo

nem sequer tu Amada companheira

 

E no entanto lembro o nosso primeiro encontro

retiro dele a força indispensável

para seguir cantando

atento ao mudo apelo do pequeno vendedor de jornais

aos olhos tristes da prostituta grávida

ao passo arrastado do carregador da estação

 

De mãos dadas

no jardim sob a chuva

reinventando o amor

ou

no primeiro andar de um autocarro

através da cidade sem destino preciso

 

Recordo o calor de Julho e o aroma dos pinheiros

amámo-nos sobre a terra

eram três horas da tarde como agora

tínhamos pouco dinheiro

e havia um barco à nossa espera inevitavelmente

 

Com tudo isso teço o meu próprio disfarce

com a ternura grave que me dás

alimento também certa rosa vermelha

 

Daniel Filipe

 in 'Pátria, Lugar de Exílio'

Um livro ao domingo - As favelas rolantes

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Jessica Bruder percorreu durante três anos 24.000 quilómetros para escrever “País Nómada” (Capitán Swing), [sinopse] uma crónica sobre o novo modelo de trabalho estado-unidense: centenas de milhares de trabalhadores itinerantes vivendo em furgonetas e vagando pelo país para encontrar um emprego mal pago, extenuante e apenas com deveres. E como pano de fundo uma critica demolidora da “Amazon” como paradigma do capitalismo nos Estados Unidos.

«Una crónica sobre el fin de la clase media y sobre un modelo económico que se está imponiendo con un ímpetu que desafía el Estado de derecho y la estabilidad social. Esto es lo que retrata la periodista y profesora de periodismo Jessica Bruder en País nómada. Supervivientes del siglo XXI, que acaba de editar Capitán Swing: un reportaje de 300 páginas producto de tres años de trabajo que llevaron a Bruder a recorrer 24.000 kilómetros a lo largo y ancho de Estados Unidos. El balance es rotundo y desolador: «Este capitalismo [en Estados Unidos] está expulsando a la clase media y a las personas mayores de la sociedad», dice Bruder a Público. [ler artigo aqui].»

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