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Palavras são armas

“a luta de classes é a mãe de todas as lutas”

Palavras são armas

“a luta de classes é a mãe de todas as lutas”

A cidade habitável - Natalia Carrizo

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A cidade habitável

 

Resista. Exista. Encontre entre os seus afetos a cidade habitável.

Organize a solidariedade. Cuide dos seus, teça redes.

Compartilhe o prato de comida quando falte.

Prolongue o seu abraço. Deixe-se abraçar e peça-o quando necessitar.

Querem-no prostrado. Querem-no assumindo-se impossível. Querem-no morto por dentro e escravo.

Grite quando necessitar, murmurar faz mal à alma e aos dentes.

Renuncie à resignação. Anuncie a exasperação. Contagie.

Caminhe um pouco mais, mas volte sempre,

todos merecem o suor dos trapos que não lava.

É uma questão de justiça.

Não pratique a empatia com os filhos de puta,

pode tornar-se num deles.

À estética, ética.

Evite a anestesia geral.

Divirta-se, mas não se entretenha.

Ria como uma espada. Sonhe como um escudo.

Pratique a memória do futuro tornando-se presente.

À sobrevivência, vivência. Avive a chama.

Não se acostume.

Não se acostume.

Não se acostume.

Existe na identidade.

Resista à autoridade.

Encontre entre os seus afetos a cidade habitável.

 

Natalia Carrizo

 

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«Tudo como dantes...»

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A América que nos têm impingido, neste momento transborda o copo de crimes cometidos e acumulados desde a sua criação, e as lutas intestinas refletem a história feita de arrogância e sangue cujo ADN não permite melhoras, não percamos tempo a aguardar os resultados deste acto “eleitoral”, porque não o é.

Um dos participantes do programa “Original é a cultura” ao relatar as vivências nos Estados-Unidos disse, ipsis verbis, que é “um espaço amplo, a liberdade não é só uma estátua, uma pessoa sente-se livre apesar, enfim, de olhar assim por cima dos ombros se está alguém a lhe querer fazer mal”. Ouvi esta pérola que está à disposição de quem a quiser confirmar.

A América é o cerne de todas as nossas angústias, o fulcro de todos os males, o inimigo universal a combater seja qual for o presidente indigitado pelo Pentágono.

“Strange Fruit” Estranho Fruto - Abel Meeropol

 “Strange Fruit”

Estranho Fruto

Southern trees bear strange fruit,
As árvores do Sul estão carregadas com um estranho fruto
Blood on the leaves and blood at the root,
Sangue nas folhas e sangue na raiz,
Black body swinging in the Southern breeze,
Um corpo negro balançando na brisa sulista
Strange fruit hanging from the poplar trees.
Um estranho fruto pendurado nos álamos.

Pastoral scene of the gallant South,
Uma cena pastoral no galante Sul,
The bulging eyes and the twisted mouth,
Os olhos esbugalhados e a boca torcida,
Scent of magnolia sweet and fresh,
Perfume de magnólia doce e fresca,
Then the sudden smell of burning flesh!
Então o repentino cheiro de carne queimada!

Here is fruit for the crows to pluck,
Aqui está o fruto para os corvos arrancarem,
For the rain to gather, for the wind to suck,
Para a chuva recolher, para o vento sugar,
For the sun to rot, for the trees to drop,
Para o sol apodrecer, para as árvores fazer cair,
Here is a strange and bitter crop.
Aqui está uma estranha e amarga colheita

 

Abel Meeropol

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Com toda a tranquilidade

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Os apoiantes de Trump e de Biden foram ao supermercado, abasteceram-se de mais munições e de uma ou outra arma último modelo, estão frente à televisão com uma garrafa de coca-cola e um pacote de pipocas e tranquilamente aguardam; os estabelecimentos na 5ª Avenida, um pouco à pressa, entabuaram as montras; a polícia de choque está de prevenção com toda a tranquilidade; os famintos, um milhão e quinhentos mil só em Nova Iorque, fazem bicha para conseguir uma refeição com a calma que a fome lhes permite; os cangalheiros transportam os cadáveres para a sua última morada, sem correrias; os despejados dos apartamentos que não conseguiram pagar vivem em roulottes como última morada e procuram trabalho a qualquer preço, sem exceder a velocidade. Os famosos gangsters de Chicago sem as obsoletas metralhadoras dos filmes de então, insultam-se calmamente acusando-se de corruptos, epíteto que nada tem de insultuoso para multimilionários.

Que toque a orquestra tranquilamente enquanto o navio se afunda.

 

A rua mais famosa e a minha Freguesia

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Receosos do ricochete causado pelos resultados eleitorais, os estabelecimentos da mais famosa e rica avenida de Nova Iorque fecharam as portas e entabuaram as montras, na minha Freguesia tomamos as mesmas precauções quando da largada de touros, mas deixamos algumas tascas de porta aberta protegidas por barreiras.

É o O Sonho Americano (American Dream), esse curro abençoado por muitas bestas que insistem em copiar tamanho pesadelo

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Livros ao domingo – Vicente Romano

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Sinopse

Vicente Romano, catedrático de Comunicação Audiovisual, jubilado em 2005, da Universidade de Sevilha, doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade Complutense de Madrid e doutorado cum laude pela Universidade de Münster, investigador e professor na Alemanha, França, Estados Unidos Canadá e Brasil, é uma das grandes autoridades europeias e mundiais nos estudos comunicacionais.

Num país em que desconstruir as ideias feitas, descarnar as zonas do rosto em que o esgar aparece mascarado de sorriso, e apontar a máquina de raio-X à zona de tumor, seguindo-lhe as metástases sem trégua nem receio, tanto cheira a uma heresia tão mais imprescindível quanto mais pelos poderes é tida por inaceitável, eis o que significou para mim a leitura deste trabalho de Vicente Romano, como de outros, de sua autoria, e de carácter mais técnico, de cuja transposição para português e de cujo estudo tão necessitados nos encontramos.

Um porteiro do fascismo

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Perfil: Foi CDS, afirma-se IL (Iniciativa Liberal) e legitima o Chega.

João Miguel Tavares é o entertainer que caminha sobre cacos de vidro ao mesmo tempo que engole espadas, publicita-se liberal, liberalismo que não sabemos até onde Chega.

«O Chega tem toda a legitimidade para se coligar»

Na última crónica no jornal Público esboça o seu verdadeiro perfil, afirmando que “o Chega é um projeto unipessoal sem qualquer consistência ideológica (…) com gritaria idiota sobre emigrantes, ciganos, pedófilos (…) que o Chega vai continuar a crescer muito e… temos que nos habituar.»

Os ‘andrés venturas’ não são fruto da desacreditada geração espontânea, são incubados por estes lacraus insensíveis ao sofrimento que provocam.

DEVEMOS ESTAR MUITO ATENTOS AOS ESCUDEIROS DOS ATUAIS NEOFASCISTAS

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